Se há algo que se destaca neste século XXI é a profundidade e velocidade das mudanças em todas as áreas. Tecnologia, estilo de vida, a forma de fazer negócios, hábitos de consumo, como nos relacionamos com outras pessoas… Tudo está evoluindo rapidamente e é muito complexo acompanhar o surgimento de novas tendências. A seguir, analisaremos como a inovação está afetando o seguro de vida.
Principais tecnologias
Nesse contexto, até mesmo os produtos mais consolidados, com séculos de tradição, como o seguro de vida, estão em meio de um processo de transformação. Impulsionadas pelas novas necessidades dos clientes e apoiadas pelo grande potencial da tecnologia atual, as seguradoras embarcaram em um processo de inovação que parece ter se estabelecido definitivamente na cultura das empresas.
Os avanços em áreas tão atuais quanto a inteligência artificial, a big data ou o blockchain, abriram um novo mundo de possibilidades que permitem incorporar aos seguros de vida novas possibilidades de personalização, aumentar os serviços que prestam e abrir vias inéditas para estreitar o relacionamento com seus segurados.
O cliente atual se acostumou com o fato de que praticamente todas suas interações podem ser digitais e exige cada vez mais processos simples e imediatos, tanto para a aquisição do seguro quanto para qualquer procedimento ou gestão com a companhia de seguros. Portanto, avançar nessa direção se torna uma clara vantagem competitiva e não fazê-lo pode significar ficar de fora do mercado.

Tendências em voga
As seguradoras já estão em plena corrida rumo à inovação e estas são as principais tendências no mercado de seguros de vida:
- Inteligência Artificial (IA) e automação. Cada vez tem um maior âmbito de aplicação, pois abrange a capacidade de simplificar muitos processos, seja na contratação de seguros de vida, na tramitação de sinistros ou na resolução de consultas para os clientes. O desenvolvimento de chatbots e assistentes virtuais tem conseguido resolver com eficiência grande parte das exigências habituais dos usuários, liberando os profissionais da entidade para que possam lidar com assuntos mais complexos. Além disso, o uso da IA permite que as seguradoras detectem padrões de comportamento, como possíveis casos de fraude.
- Big data. A tecnologia de big data e a análise avançada de dados permitem que as entidades criem modelos sofisticados para realizar uma melhor avaliação dos riscos e obter maior conhecimento sobre as necessidades e preferências dos consumidores. Tudo isso significa que a empresa pode adaptar seus seguros de vida às necessidades específicas de cada cliente.
- Seguros flexíveis e personalizados. O maior conhecimento do cliente, possibilitando novas tecnologias, está levando as seguradoras a criar uma oferta com produtos flexíveis que se adaptam para responder às características de cada segurado, permitindo modificar ou adicionar coberturas de acordo com as circunstâncias individuais de cada cliente. O resultado é um seguro com prêmios melhor ajustados, o que incrementa a satisfação do segurado a níveis mais altos e, consequentemente, incentiva uma maior fidelidade no momento da renovação.
- Blockchain. Esta tecnologia, que se tornou popular por ser a base de criptomoedas como o Bitcoin, está encontrando novas aplicações no setor empresarial. No negócio de seguros de vida, ela se tornou uma fonte de inovação para os processos de assinatura de apólices e gestão de reclamações, por exemplo. A vantagem do blockchain é que garante segurança e transparência nas transações.
- Novas formas de distribuição. As novas tecnologias e a revolução provocada pelos smartphones abriram as portas para outras formas de comercialização de seguros. Os consumidores estão exigindo cada vez mais a possibilidade de realizar todo o processo de compra digitalmente, o que levou as empresas e os próprios intermediários de seguros a incorporar essas funcionalidades, seja em seus sites ou através de apps. O surgimento de inúmeras empresas insurtech contribuiu para acelerar o processo.
- Prevenção por meio de dispositivos wearables. O surgimento de dispositivos wearables permite que as companhias de seguros de vida adotem uma abordagem preventiva, resultando em uma menor sinistralidade. Esses dispositivos podem registrar informações vitais do segurado medindo, por exemplo, a frequência cardíaca ou os padrões de sono. Dessa forma, a seguradora, sempre com o conhecimento e a autorização do cliente, pode obter dados em tempo real sobre seu estado de saúde e até mesmo sugerir aos usuários mudanças em seus hábitos para ajudá-los a melhorar sua saúde.